Na praça deserta ficava a ver-te partir
Um até logo – até quarta-feira
Foi sombrio e inquietante
Como um adeus para sempre.
Rompia a madrugada, de olhar aceso e sorriso no rosto
Pensava em ti...
Bebo da tua alegria em doces tragos
E trago-te comigo
Numa dança de volúpia e embriaguez…
Tens-me dentro de ti
Afagando e amando cada gesto teu.
Neste ter-te e não ter, te vou sonhando,
A cada gemido suspirado esbraseando
Esta fogueira inconstante de viver!

walking away by marília campos
copyright of the photographer
(mais um poema lindo que escreveste amiga... aliás, espreitando o teu espaço se vê que tens estado activa e cada vez com mais talento... desejo-te tudo de bom com um pensamento bonito para ti... todas as nuvens cinzentas têm o seu contorno prateado)
Publicado por D_Quixote em julho 28, 2006 06:54 PMFoi um dos poemas mais belos, sentidos e sofridos que li até hoje... Dá para notar que a pessoa que o escreveu tem o coração partido em pedaços tão pequeninos que certamente pensará que será dificil voltar a ter um coração a bater forte e feliz como antes... mas eu digo que sim.. que isso é possível.. porque nada nas nossas vidas acontece por acaso... há uma razão de ser para tudo.
Afixado por: Teresa em julho 29, 2006 10:18 PMDe quando em vez passo por aqui com a esperança de "ouvir" palavras bonitas, capazes de despertarem sentires adormecidos, enquanto saboreio um café. Gostei muito Lavinia, só uma mulher consegue sentir assim! Sem lamúrias, apenas sentindo...
Afixado por: Cristina em julho 30, 2006 04:32 PMComo é bom ficar algum tempo longe e, ao voltar, encontrar tantos poemas tão belos! Isso me enche de alegria e renova meu ser. Lavínia, parabéns por esse poema. Quem na vida já não sentiu exatamente o que ela descreve aqui? Lindo!!!!
Afixado por: Roseli em agosto 2, 2006 03:58 PMTriste coraçãozinho...mas grande coração para amar. Continua a ser como és. Beijo
Afixado por: melantha em agosto 4, 2006 03:47 PM