agosto 03, 2006

Verso turbulento

Nasci para correr contra o vento
de braços abertos e espírito solto,
gritando o meu tormento
num dueto que escuto.

Nasci para sentir a leve brisa gelada
a acariciar o rosto
pálido de desgosto,
a consolar lágrimas de geada.

Nasci para parar no alto do precipício
contemplando o murmúrio
sussurrado ao ouvido:
de um sossego de outro mundo.

Nasci! Para saltar e embraçar o vento
na necessidade de voar que sinto,
de num salto trespassar o instinto,
forte no grito!

de Márcio Nunes de Freitas

по краю.. by Фрида
copyright of the photographer

(obrigado Márcio por este teu primeiro poema, escreves de uma forma muito solta e caracteristica, ficarei à espera de mais... abraço!)

Publicado por D_Quixote em agosto 3, 2006 03:26 PM
Comentários

belíssima fluidez e coerência poética. gostei bastante. parabéns.

Afixado por: B. Amaral em agosto 3, 2006 05:03 PM

Como sempre, faz bem para ALMA, passar por aqui... Sem comentários...

Afixado por: Kika em agosto 5, 2006 02:34 AM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?