setembro 02, 2006

O meu pensamento falha quando quero exprimir o que sinto

Absorvo o sangue do teu espírito.
As nossas mãos estão frias como se eu nos tivesse tirado a vida.
Mas o amor nunca morre. Só se esconde aqui no centro de mim.

Batalho como alguém que pensa conhecer a alma das coisas.
E como alguém que luta para recordar esse conhecimento.
Mas falta sempre o que não recordo.

Ganha-se a batalha e no chão soldados nossos mortos em morte paulatina.
Perco cem mil homens num só.
Exponho-me à carnificina por causa de ti.

És o meu homem abstracto.
Um ser inclinado que sorri do céu em queda livre.


de Sofia Vila Nova


the one you‘re looking for is not here. by James Parbleu
copyright of the photographer

(bravo amiga... no teu blog acham-se muitos tesouros destes, és certamente já uma certeza de boa escrita para quem te lê! Obrigado por este poema...)

Publicado por D_Quixote em setembro 2, 2006 11:31 PM
Comentários

tão belo quanto sincero... parabéns

nc

Afixado por: Nino em setembro 3, 2006 07:22 PM

amo a musica, obrigada...

Afixado por: Zofia em setembro 4, 2006 02:05 AM

Adorei!
Marcante, as palavras, e como sempre a música magistralmente escolhida.
Adorei!!!

Afixado por: Senhora das Estrelas em setembro 5, 2006 09:15 AM

Brigado Nino... a poesia é assim, sinceridade que brota do coração!

Zofia, eu é que agradeço a luz da tua poesia. É um previlégio poder contar com ela.

Estela... amiga... há quanto tempo! :) Um dia destes reeditamos o nosso café de poesia na Ribeira de Gaia com os escritores todos. Jinho!

Afixado por: Nuno em setembro 6, 2006 12:31 AM
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