Perdi a minha ninfa
Agora olho para o Tejo
À espera de encontrar
Aquilo que já não vejo
Busquei também no Douro
Aquele olhar tão belo
Procurei esse tesouro
Dentro de um barco rabelo
Subi à Serra da Estrela
Para ter algum sossego
E em busca dessa donzela
Desci todo o Mondego
Seguindo o meu fado
Rumei para Sul
Nadei por todo o Sado
Mas só vi um olho azul
Cheguei ao Guadiana
Já com alguma fome
Nada fiz pois este rio
Só me lembrava o seu nome
Era altura de ter juízo
Decidi voltar então
E procurar esse sorriso
Nas margens do Nabão
Caí na realidade
Procurar no rio, era puro engano
Pois amor tão grande
Só cabe num oceano
de Alexandre Batista

Barcos no Douro by Manuel Ventura
copyright of the photographer
(é bom quando a poesia flui como água corrente, não é? Obrigado Alexandre por este belo poema... fico à espera de mais. Abraço)
Publicado por D_Quixote em outubro 1, 2006 11:53 AMÉ lindo este poema,
Sophie
(http://pensamentosophie.blog.comunidades.net)