outubro 01, 2006

Rio do Amor

Perdi a minha ninfa
Agora olho para o Tejo
À espera de encontrar
Aquilo que já não vejo

Busquei também no Douro
Aquele olhar tão belo
Procurei esse tesouro
Dentro de um barco rabelo

Subi à Serra da Estrela
Para ter algum sossego
E em busca dessa donzela
Desci todo o Mondego

Seguindo o meu fado
Rumei para Sul
Nadei por todo o Sado
Mas só vi um olho azul

Cheguei ao Guadiana
Já com alguma fome
Nada fiz pois este rio
Só me lembrava o seu nome

Era altura de ter juízo
Decidi voltar então
E procurar esse sorriso
Nas margens do Nabão

Caí na realidade
Procurar no rio, era puro engano
Pois amor tão grande
Só cabe num oceano


de Alexandre Batista

Barcos no Douro by Manuel Ventura
copyright of the photographer

(é bom quando a poesia flui como água corrente, não é? Obrigado Alexandre por este belo poema... fico à espera de mais. Abraço)

Publicado por D_Quixote em outubro 1, 2006 11:53 AM
Comentários

É lindo este poema,

Sophie

(http://pensamentosophie.blog.comunidades.net)

Afixado por: Sophie em outubro 25, 2006 10:16 PM
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