outubro 05, 2006

VEM

Vem, que ainda me rasgam de sangue as veias!
Que ainda me soltam gritos e sonhos e versos, e tenho ainda
Um olhar para o gesto de olhar para alem de tudo que é o que não resta.
Quero me perder, perder-te, como se o nada em que tivemos fosse apenas o limite.
Quero sentir o mar, verde, azul, cinzento e as arvores contando as estações em verde e nada.
A música nunca parou! E o gesto foi sempre o mesmo gesto…De te abraçar!
As horas e os dias, apenas e sempre, o momento para te ver sorrir. Sentir-te.
Porque o tempo parou quando partiste! E parou quando não voltaste!
Vem! Que o meu coração só pode ser a tua casa!

de Paulo Sousa

50/50 by VONDETraumer
copyright of the photographer

(Paulo, tu escreves com a alma toda, e depois dá nisto, textos fortes e inesqueciveis. Aquele abraço)

Publicado por D_Quixote em outubro 5, 2006 12:50 PM
Comentários

Paulo....este teu texto...indescritível.
Revi-me em cada palavra, em cada emoção, em cada sentimento...
Adorei, mil vezes adorei!

Afixado por: Senhora das Estrelas em outubro 6, 2006 07:25 PM

Gostei mt da tua linguagem poética!

Nem sp conseguimos descrever a complexidade q nos vai na alma. A palavra é mt restritiva e nem sempre bem interpretada...

A imagem tremendamente solitária... enfatiza o texto pela profundidade da escuridão e desconforto nela contida.

O último verso sintoniza com alguns sentimentos:
' Vem! Que o meu coração só pode ser a tua casa'.

bjs

Afixado por: miosotis em outubro 7, 2006 03:21 AM

Só hoje o encontrei nas páginas infindáveis dos blogs e lamento tudo o que tenho perdido.
É a «poesia no olhar de quem ama» principalmente a poesia!
Sou, a partir de agora, uma visita permanente.
Rosa

Afixado por: rosa em outubro 7, 2006 05:28 PM

Lindo lindo mesmo, a foto é um precioso complemento, muito bem conseguido...
Parabens...

Afixado por: EDJO em outubro 9, 2006 01:09 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?