Vem, que ainda me rasgam de sangue as veias!
Que ainda me soltam gritos e sonhos e versos, e tenho ainda
Um olhar para o gesto de olhar para alem de tudo que é o que não resta.
Quero me perder, perder-te, como se o nada em que tivemos fosse apenas o limite.
Quero sentir o mar, verde, azul, cinzento e as arvores contando as estações em verde e nada.
A música nunca parou! E o gesto foi sempre o mesmo gesto…De te abraçar!
As horas e os dias, apenas e sempre, o momento para te ver sorrir. Sentir-te.
Porque o tempo parou quando partiste! E parou quando não voltaste!
Vem! Que o meu coração só pode ser a tua casa!
de Paulo Sousa

50/50 by VONDETraumer
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(Paulo, tu escreves com a alma toda, e depois dá nisto, textos fortes e inesqueciveis. Aquele abraço)
Publicado por D_Quixote em outubro 5, 2006 12:50 PMPaulo....este teu texto...indescritível.
Revi-me em cada palavra, em cada emoção, em cada sentimento...
Adorei, mil vezes adorei!
Gostei mt da tua linguagem poética!
Nem sp conseguimos descrever a complexidade q nos vai na alma. A palavra é mt restritiva e nem sempre bem interpretada...
A imagem tremendamente solitária... enfatiza o texto pela profundidade da escuridão e desconforto nela contida.
O último verso sintoniza com alguns sentimentos:
' Vem! Que o meu coração só pode ser a tua casa'.
bjs
Afixado por: miosotis em outubro 7, 2006 03:21 AMSó hoje o encontrei nas páginas infindáveis dos blogs e lamento tudo o que tenho perdido.
É a «poesia no olhar de quem ama» principalmente a poesia!
Sou, a partir de agora, uma visita permanente.
Rosa
Lindo lindo mesmo, a foto é um precioso complemento, muito bem conseguido...
Parabens...