leva-me, canoeiro, para além da curva do rio,
que seja a tua canoa um quadro sem mar.
desenha-me nas sombras e nos mistérios
da sofreguidão das ondas, do acender
das sílabas, da sede que busca as vinhas,
do ardor que chega à praia e funda instantes
densos, na preamar.
cuida da minha alma, pega-a no colo,
toca meu corpo sem palavras, faz-me feliz
com lágrimas, para que eu não esqueça
do gosto da água temperada com sal.
lava-me de todo o simbólico e do imaginário
que marca o real, mostra-me o ultra-secreto
desse lugar. que seja uma carícia quente
na água da vida, o teu remar; que seja leve
o balanço e que, numa dádiva silenciosa
- em reverência -
o estado da arte sorva a saudade
e sugue de nossos lábios o poema.
de Sonia Regina
(o quanto eu gosto da tua poesia amiga... simplesmente maravilhoso...)

Canoa 1 by Moises Levy
copyright of the photographer
Ô amigo Nuno, obrigada!
Caramba, já é muito bom vir te visitar nesse teu Poetry Café! E chegar aqui assim, devargazinho, de manhãzinha, ainda acordando pra lida (que poderá ser dura e não tão poética), e encontrar o meu poema... e as tuas palavras...Pôxa! É de ficar sorrindo sozinha, como se tivesse visto passarinho verde. Obrigada!
Um lindo dia vc anuncia, meu amigo! Uma boa semana pra ti, pra Tereza, pra todos os amigos daqui do Café, sejam deste ou desse lado do oceano.
Estamos todos juntos, de uma forma ou de outra. Que numa dádiva silenciosa - em reverência - o estado da arte sorva a saudade e sugue de nossos lábios o poema.
Beijos cariocas,
sonia regina
Bem, nem sei por onde começar... andei por estas bandas a passear, e lá me parei por aqui, e:
gostei do nome, do conforto q ofereces, salpicado de inteligencia... tudo acompanhado de um café(obrigada!)... gostei da fotografia e da cor da palavra, gosto de sentir arte nas palavras. Gostei.
Parabéns.
Afixado por: Su em novembro 19, 2006 09:10 AM