Prostro-me de joelhos perante o teu suplício diário..
Dás sem esperar nada em troca..
Os teus olhos estão queimados.. A tua carne dilacerada
Mas meu espírito alimenta-se do que sai da tua boca
Devias guardar os pedaços para ti mesmo, não tens alimento
O pouco que tens doas de boa vontade..
Deixas-me impotente, com consciência de que sou mono presente
Faço por isso das verdades de um moribundo a única verdade..
Dizias que o amor é um arte, com complexidade e beldade
Mas será o amor sequer real?
Nunca o vi. Não o vejo. Não estarei a ser traído pelo que sinto?
Tem de ser verdade.. Vi-te por ele a inundar as feridas em sal
Estás fora da compreensão humana, ninguém te entenderia
Desprezam a tua pobreza..
Apodreceram sozinhos no frio do sua alma calculista
Mas tu dizes para ignorar ignorantes e amar quem odeia!..
Aí contradizes-te.. Mas não nego a sapiência nas palavras e olhar
Os olhos dizem tudo..
Afogas-me sem botes de salvação no contacto telepático
E sou absorvido como é por lama o nosso mundo
Mas quando se fala da nossa sociedade tu não pronuncias nada
Não há comentário possível..
Este mundo está perdido se não agirmos com urgência
E essa foi a mensagem que me marcaste com o ultimo estertor de vida...
de Daniel Afonso

untitled by mehmet alci
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(de que modo melhor poderias começar a tua poesia por aqui Daniel?... poema fantastico que adorei ler. Espero que envies muitos mais. Abraço)
Publicado por D_Quixote em dezembro 2, 2006 12:41 AMmuito bom.mesmo muito bom.gostei.cinco estrelas e um abraço.
Afixado por: Vashco Leao em dezembro 3, 2006 03:49 PMObrigado Vasco... um abraço!
Afixado por: D_Quixote em janeiro 6, 2007 01:58 PM