(hoje reedito este poema apenas para agradecer à Pecadora a sua divulgação e para lhe dar os parabéns pelo contributo tão positivo que tem na nova escrita erótica em português)
Esse teu toque quente dos teus dedos
arde e queima na minha pele suada,
quase como palha seca incendiada,
neste fogo aceso dos nossos medos.
Mas entre nós não há nunca segredos,
há só mesmo uma chama intensa ateada
que arde como seara ardente queimada
no contraste de beijos doce e azedos.
E quando respiras na minha pele
nem nenhum de nós dois escapa ileso
nesse teu incêndio que nos domina.
Eu fico em brasa tal como papel
com esse teu beijo fósforo aceso
neste mar imenso de gasolina.
de João Natal

Silence #6 by Gabriele Rigon
copyright of the photographer
Quente...
Levemente erótico...
...uma cumplicidade implícita muito subtil...
(nunowsky, dá-me o teu e-mail, amigo...
...viva a francesinha!!!)
Lindo poema!!
Adorei!
Bj