Pudera eu rasgar tua alma
Como quem rasga tuas vestes,
Nela entrar de forma calma
No calor de nós a resistência despes.
Pudera eu moldar-me a jeito,
Como quem meu corpo esculpe,
Formato de mim, encaixe de teu peito,
No desejo de ti minha alma exulte.
Pudera eu limitar o tempo,
Pairar em ti, teu sonho navegar,
E ambos bolinados ao vento
De teu seio canções a brotar.
Pudera eu que fosses a vida,
Eu a essência do teu imaginar,
Não mais sermos ambição tremida,
Antes a construção do verbo amar.
Pudera eu elaborar poemas
Para os meus braços te atirar,
Por nenhum tempo manter as penas,
Para todo o sempre te cantar.
de António Viana

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(mas que belo poema para hoje... o sol brilha e dá mesmo vontade de cantar poesia! Obrigado António pelo teu poema, espero que envies mais! Abraço.)
Publicado por D_Quixote em março 13, 2007 10:24 AM | TrackBackEste blog é um dos meus favoritos porque encontro sempre poemas lindissimos e que, por um ou outro motivo, me tocam imenso.
Gostaria de colaborar também convosco, se puderem dizer-me se é possivel fazê-lo, agadecia-vos imenso.
Adorei este poema =)
bjs
Bom dia. Seria possível dar-me o seu contacto mais directo para falarmos? Obrigada.
Afixado por: Carina em março 15, 2007 11:30 AM"Destes versos nada espero.
Filhos bastardos, em vão urdidos..."
Arrepiante!!!
Quase se pode dizer que se sente o que se lê... à flôr da pele, no fundo do estômago que revolve...
Parabéns!!!