Lá fora a noite já cai, mais um dia que passou e eu sem dizer o quanto te amo… acerca-se a escuridão ao meu mundo, onde já nem as estrelas conseguem abrir passagem, tão negro eu me encontro. As saudades que eu tenho da luz que tu me transmites são tantas que sinto o desprezo da minha falta de coragem a envolver o meu ser de dia para dia… se tu soubesses o quanto esse teu olhar me cativa… como dizer-te que és a rainha dos meus sonhos, aquela que me dá razão para viver mais um dia, mais uma noite, apesar de escura e sombria, onde o medo de te perder está sempre ao virar de cada esquina! Queria sair deste abismo que me atormenta a alma e me torna tão carente de ti que até dói… tenho medo, estou á beira da falésia e não tenho para onde fugir… sinto que me torno um consumidor nato de tristeza onde a melancolia é o meu ópio… a solidão começa a tornar-se tão evidente que já consome parte do meu corpo e acima de tudo do meu espírito… o meu mundo não passa de um grande mal entendido para o qual a solução se esconde. Basta um som, uma canção, para me lembrar de ti e sentir uma irremediável vontade de chorar… gostava que o tempo parasse por instantes, enquanto o sol inunda alguns breves momentos da minha vida, tu dirias que eu fazia parte dos teus sonhos, trocávamos carícias… depois tudo podia voltar á normalidade, e então sim, podia dar o passo seguinte na falésia em que a minha vida se transformou…
Dou por mim acordado, algo me prende a este quarto de paredes frias e faz com que não me consiga levantar… busco uma reserva de forças não sei onde e preparo-me para mais um dia de escuridão... não me importo, neste andamento o fim está próximo, e… a dor é tanta que o aguardo como se tratasse do momento mais feliz da minha vida!
de Nino Carvalhais

Шанхай. Дежа вю. by Eugeny Kozhevnikov
copyright of the photographer
(mais um uma pequena obra de arte do Nino, obrigado amigo pela qualidade e excelência ao qual já nos habituaste. Aquele abraço)
Publicado por D_Quixote em abril 11, 2007 11:09 AMA loucura corrói-nos os ossos
E quando nos designamos a ver isso
Já nem nos lembramos em que tempo moramos
Numa linha longitudinal
Entre este e outro sitio quaalquer
Pudera eu, o amor
E a minha loucura não seria desse metal viscoso
Mas sim uma loucura sã
Refrescando
Cantando trovas
E quem sabe
Até tudo ser apenas o meu amor
... e a minha loucura.
http://www.pleonasmo-amanha.blogspot.com
Afixado por: anabela em abril 13, 2007 12:30 AME tu sorriste,
e eu perdi-me nos teus olhos,
doces como amêndoa,
que escondem o perigo da traição.
E à volta do fogo dançámos,
e mesmo antes de saltar,
ficaste marcada com
o sinal da minha culpa.
Outro dia apareceste,
sem rasto foste embora,
ficou o doce do aroma
de um beijo ausente.
Cheio e vazio,
deliciado e enjoado,
fascinado e amedrontado,
feliz...
...mas infinitamente triste.
(Um abraço de um amigo melancólico)
Caros amigos,
"José Afonso", figura ímpar da cultura portuguesa, que trilhou, desde sempre, um percurso de coerência na recusa permanente do caminho mais fácil, da acomodação, no combate ao fascismo salazarista e pela liberdade e democracia, é tema de um selo que está em 5º lugar. Precisamos do voto de todos para que se faça um selo em sua memória e em memória da Liberdade.
Num período de exaltação de valores salazaristas, devemos contrapor com os nossos defensores de Abril!
“Venham mais cinco!!
Traz um amigo também!”
VOTA [aqui]
Abril, SEMPRE!!
Davide da Costa
Afixado por: maria maia em abril 21, 2007 01:38 PM