não há serenidade ou sensatez na minha paciência.
não leio o que me reparte em lágrimas
não saboreio o vácuo na serra
nem embalo a tarde que desmorona
espero pacientemente que se vá a noite
e deixo-a cair no rio, tornada manhã
para que com ele corte o vale
e, no leito, lave os instantes
de pura aceitação, seixos rolados
ao encontro do mar
salto do silêncio que não se comunica
e ergue pinguelas, no ar. mergulho
no tempo, palavra líquida, fundo momentos.
ruídos vivos que serão som, ao convite
[preciso]
que a intenção de travessia não pode imaginar.
de Sónia Regina
(o que dizer minha amiga do teu já confirmado talento... peço apenas desculpa pelo periodo de maior inactividade, mas foram os afazeres profissionais que me têm afastado da maior regularidade do café)

My Guardian Lights by Sue Anna Joe
copyright of the photographer
Há muito, muito, muito tempo não me deparo com algo tão belo.
Parabéns!
obrigada, nalva e nuno, que me iluminam a madrugadacom suas palavras.
que dizer mais?
uma alegria imensa estar aqui, a qualquer tempo, participando deste espaço que me é tão caro, com companhias como as que aqui tenho encontrado.
esta tua casa é o máximo, nuno, obrigada pela publicação.
beijos cariocas,
sonia
Belo texto. O Café continua a ser um bom anfitrião, possuidor de um altruísmo a toda a prova. Não queres fazer uma visita e escolher um poema?...Eu também tenho andado um bom bocado afastado disto. o tempo... Ai o tempo... Tudo de bom e uma boa semana.
Afixado por: poemar em junho 17, 2007 05:41 PM