julho 11, 2007

ADEUS

se um dia o amor acabar
amiga
quero que isto aconteça
num sábado de chuva
enquanto desço da feira da ladra
até alfama
e dentro de mim surge
uma ilha escondida que eram
os teus olhos
só então poderei
num espasmo de alegria
quase extática
andar apagando com o meu olhar
a rua os pedaços do rio
a cidade toda
só então poderei
dizer-te
adeus e obrigado
e um gato branco
de uma água-furtada
sorrirá
à minha vida

de Dean Trdak

(mais um poema fantástico deste poeta croata que ficou com uma costela, bem genuinamente portuguesa... aquele abraço! e mais um obrigado por partilhares aqui a tua poesia.)

costas #12 by Bruno Espada
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em julho 11, 2007 12:11 AM | TrackBack
Comentários

Tens aqui um café bem acolherdor... Ambiente de tertúlia, gosto disso.

Gosto também de encarar a vida de uma forma poetica e deprendida... soube-me bem vir até aqui.

Queria deixar-te o meu poema preferido, mas infelizente não o consigo transcrever (emprestei o livro) mas ficou a imagem... Trata-se de "resultado" de Yao Jingming.

Se não te importares virei aqui de fez em quando beber "um cafézinho".

Fica bem

Afixado por: yellowastronaut em julho 13, 2007 11:19 AM

Belo poema e belíssimo blogue.

Afixado por: JRL em julho 13, 2007 09:30 PM

é, de facto, um poema lindissimo! parabens pelo blog!... com mãos de velud se escreve belissima poesia... visita o meu blog, tb tenho la alguma =)

Afixado por: Mãos de Veludo em julho 15, 2007 10:02 PM

É lindo poder ler a tradução de pensamentos em palvras...visite meu blog e deixe seu recado sua opinião será bem recebida lá...
;D

Afixado por: Rapha em julho 16, 2007 06:02 AM

Sois mil sóis que resplandecem em luz
Mil sombras esquecidas
Incompreendidas ou clareadas
No meio de tudo e nadas

Não iludo as palavras
Elas é que me iludem
Eu apenas lhes acrescento letras
Elas acrescentam me vida

Viverei de tais pensamentos
Enquanto me pensar
Existo como pensamento
Nunca como corpo
Antes cair de morto

A morte não me abala mais
Foi morta por punhais
Nunca mais sorrirá no caminho
que perdurou, morreu e foi
Não voltará jamais

Voltei para beber um café ao sabor do tempo...abraço.

Afixado por: NETMITO em julho 22, 2007 01:02 AM
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