Por vezes tem vezes que ainda indago
se nós somos as escolhas em que erramos
ou se somos os erros que nós damos
neste viver só que temos tão vago.
E a memória de ti que em mim trago
de tempo doce que juntos passamos
ou por que é que fosse que nos amamos
logo eu lentamente em mim isso apago
Não há amor nenhum para a eternidade
nem há ilusões que nunca acabem
na areia da praia o amor se escreve
e eu e tu já sabemos a verdade
essa mesma que os outros já sabem
que afinal o amor é só mesmo breve.
de João Natal (20/02/2006)

bullseye by ~jesidangerously
copyright of the photographer
Muito bonito. De uma clareza e simplicidade espectacular.
Afixado por: Alexandra em janeiro 14, 2008 06:07 PMChega a ser, até, comovente!...
Breve... Breve, é tudo na nossa vida!... compete a cada um de nós fazer do pequeno grandes momentos... grandes “breves”!...
Gostei muito!
Eu sei que podes ter razão... talvez o amor seja tão claramente breve como tudo o resto na vida. Tão efemero como nós mesmos. Mas eu recuso-me a acreditar no amor como algo breve. Breves são os momentos que se partilham porque se quer sempre mais. O amor, vou acreditar assim, só será breve para mim, se por algum motivo o destino em breve me levar.
Poema lindo.
Também adoro ler-te
bj
Obrigado Alexandra às vezes as palavras saiem-me assim... simples... mesmo para dizer coisas complicadas.
Litinha, obrigado pela tua presença e companhia. Apesar de serem momentos breves em que passas e tomas o teu "café" é sempre bom ver-te por aqui.
Kekeia, breves são as vidas dos homens, breve o sofrimento, breve o amor. Tudo é breve, mudança e crescimento. Mesmo as coisas que duram uma vida são breves na balança do tempo do mundo.
Afixado por: Nuno em janeiro 25, 2008 06:23 PM