Toda ela é ave...
É ave mas não voa.
Uma pequena e frágil ave,
que inebria e a todos atordoa.
Ela apenas desliza,
mais parece que flutua.
com uma graça natural,
que não é mais que a sua.
Onde quer que fosse,
com seu gesto elegante,
seu olhar terno e doce,
que cativa no instante.
Mas que busca ela?
Perdida nesta cidade escura.
Entre as gentes que passam,
um coração e alma pura.
E dá para pensar...
Uma só distracção,
e como é fácil de magoar,
um assim tão frágil coração.
E fica-lhe na memória,
cada ferida que sentiu.
E assim acaba a história...
A ave ferida elevou-se,
somente... partiu.
(A uma muito querida amiga, há muito tempo, demasiado tempo afastada.)
de Luis Nascimento

Angel... by ~LordRavenous
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(mais um texto bonito e sentido do Luis. Obrigado amigo, espero que continues a enviar mais textos, e mais uma vez, desculpa pelo atraso na edição)
Publicado por D_Quixote em janeiro 18, 2008 11:30 AMSimplesmente lindo.
A poesia é a emoção do belo, o belo que não se vê mas sente-se.
Parabéns :o)
Afixado por: ML em janeiro 18, 2008 01:35 PMGosto do estilo de escrita do Luis Nascimento. Muito bom...
O belo também se vê e sobretudo aqui lê-se e imagina-se.
O Luis é daquelas pessoas que escrevem sempre bem. É um dom.
Afixado por: Nuno em janeiro 25, 2008 06:15 PMPerdi algumas aves, aliás ganhei cada uma delas, porque tive o prazer de cruzar caminhos em destinos e viagens, e a alegria de ter pousado com elas no mesmo ninho. Escrevo muito sobre o pássaro...A ave que vai e não volta! Muitos parabéns Luís
Afixado por: Joana em fevereiro 2, 2008 11:00 PM