Tira os olhos do rio, Alice. raios! gritas por socorro, resgato-te à noite, atiro-te para o lado de lá do espelho e ficas para aí perdida em sonhos? Queres morrer?! Deixa essas tretas para quando estiveres a escrever sobre agora, para quando inventares as palavras que ouves das tais personagens que te enganam. Porque vais escrever sobre esta noite, não vais, alice? Já te estou a ver, agarrada à primeira frase, horas a fio sem conseguires continuar a narrativa. cigarro após cigarro, num não mais acabar de deletes. Nessa tentativa de baralhar e voltar a dar que nunca te chega a convencer. No final do maço, terás um parágrafo se tanto. Divagações que não quererão dizer coisa alguma. Um monólogo como tem de ser. Mais uma página do tal diário que juras jamais virás a escrever. Mas, agora, finge que não é isso que desejas. Não custa nada brincar ao faz de conta, de quando em vez. Tira os olhos do rio, Alice. imagina que sou real e que não me arrancaste da cama só para fugires à ficção.
de Alexandra Gil

.alice. by ~lady-of-chaos
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(O que dizer deste teu texto amiga?... Fiquei agarradinho a ele de uma ponta à outra, a roer as unhas à espera do que vinha na frase a seguir. Lindo e mágico... obrigado e beijinho!)
Publicado por D_Quixote em março 14, 2008 12:29 AMadorei o vosso site, tem poemas e textos lindos. gostaria de saber se o dono do blog poderia publicar alguma coisa minha. para isso vou deixar um poema meu como é obvio na esperança que este comentario seja visto.
Odeio-te!
A tristeza invade o meu espírito de forma tão pura,
Que faz da minha alma uma lanterna da dor,
Tão brilhante que ela é, tão ofendida que ela se sente,
O meu todo, eu!
Esse todo que te odeia por seres feia,
Que te odeia por não rires,
Que te odeia por não saberes amar,
Que te odeia por não saberes sorrir,
Que te odeia só porque te odeia,
E que faz de ti a lua que desejo matar.
Mas matar lentamente, fazer-te sofrer, de forma calma e pacífica.
Talvez matar-te com beijos venenosos,
Sim! Quero encher os meus lábios de veneno e beijar-te.
Por todos os ódios que tenho de ti, e que são tantos que não consigo mencionar,
E é este ódio que me faz dizer todas estas mentiras sobre ti, e sobre o que por ti sinto.
Mas sim! Odeio-te.
Ass:Lancelot
Afixado por: João em março 20, 2008 03:03 PMUm texto fantástico. Adorei :)
Afixado por: Maria em março 23, 2008 01:03 AMadorei este lugar...
a lua não é assim um lugar tão deserto como se pensa...
Realmente fantástico este texto. Já li e reli algumas vezes e em cada uma encontro mais um pormenor, mais um sentido.
Afixado por: Lavínia Matos em março 24, 2008 10:41 PM