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Como começar a descrever aquele que provavelmente é o filme da minha vida?...
Simplesmente lindo e inenarrável... assim é The Fountain, o ultimo capitulo. Um filme espiritual e profundo de Darren Aronofsky, que versa sobre o amor, a vida, a morte, o renascimento, a alma e sobre a transcendência de todos os seres.
O filme reparte a narrativa em 3 momentos diferentes mas interligados: Tomas, é um descobridor ao serviço da corte de Espanha na sombria época quinhentista que, lutando contra a inquisição parte para o Novo Mundo em busca da arvore da vida por demanda da rainha Isabel de Espanha. Tom é um cientista no presente, que luta uma batalha contra o tempo, tentando descobrir uma cura para salvar a sua mulher Izzy, que definha com um cancro. Tommy é um homem no futuro, em 2500 D.C. que parte numa nave espacial em forma de bolha, com destino a Shibalba, uma estrela moribunda que o povo Maia acreditavam ser um portal para outro plano existencial, levando consigo a Arvore da vida que está a morrer.

A composição estética de Aronofsky, a música de Clint Mansell, a fotografia de Matthew Libatique, tudo isto aliado a duas interpretações estrondosas de Hugh Jackman e Rachel Weisz tornam este filme um filme obrigatório de possuir e de rever vezes sem conta.
Odiado e menosprezado pela critica americana, idolatrado por quem gosta verdadeiramente de um cinema pensado. Este filme é algo de uma beleza transcendente que irá ser visto e revisto, como foi no passado, hoje e daqui a muitos, muitos, muitos anos, como uma das grandes obras alguma vez feitas na sétima arte.
Para quem ficou um bocadinho curioso, deixo a ponta do véu.
Our bodies are prisons for our souls; all flesh decays, death turns all to ash and thus, death frees every soul.
Publicado por D_Quixote em maio 25, 2008 01:32 AM