Esta vida é feita de perdas. Perdemos pais, avós, filhos, amigos. À medida que o tempo passa vamos contando e perdendo conta das pessoas queridas que perdemos um dia. Ontem eu perdi mais uma. Um primo, amigo, um dos seres humanos mais puros e lindos que alguma vez conheci.
Posso-vos dizer que o peso que levava dentro do peito era muito maior do que o peso do caixão dele. Porque é estupido perder alguem assim, sem dizer adeus, sem sequer acreditarmos que é possivel aquilo está a acontecer. Não porque tenha problemas em aceitar a morte como um caminho necessário à libertação da alma, mas porque tenho dificuldade em perceber os designios maiores que levam um jovem na flor da idade, com 30 anos, para longe de tudo e de todos que ama.
O Rui era a encarnação da bondade, de uma bondade tão simples que era incondicional para com tudo e todos. Sempre o vi a sorrir, a ajudar os pais, o irmão ou a dar carinho à namorada, a alma gemea dele. Até no morrer o Rui foi simples... simplesmente morreu... deitou-se e não acordou mais. Sem estar doente, sem ter tido um acidente... nada... apenas como um anjo que cumpriu a missão dele aqui e foi embora para continuar o seu trabalho noutro lugar qualquer.
A nós deixa-nos uma lição tremenda de humildade e muita, muita, muita saudade e dor no coração pela sua partida.
Vou tentar recordar todos os momentos bons em que ele nos fazia sorrir e nunca esquecer o seu legado, de que podemos encontrar felicidade, mesmo nas coisas mais simples, mesmo nos tempos mais duros.
Adeus Rui, obrigado por teres tocado na minha vida, nunca te esquecerei.
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Publicado por D_Quixote em agosto 30, 2008 09:54 AM