janeiro 04, 2009

A ESCRITA DE NÓS

Tu és tesão, tu és amor!
Tu és tesão no poema!
Tu és poema no tesão!
Tu és o voar
Onde gosto de estar!
Eu sou sofreguidão, sou o acalmar,
Eu sou o escriba no papel,
A colagem do teu pairar,
Como que aberta para mim
A te saborear, em ti a entrar.
Como o cansaço que se atenua
Na satisfação da escrita,
Com o formato dos nossos desejos,
No torneado dos nossos corpos!
Assim, segurando nossas cabeças,
Olhos nos olhos a penetrar,
Como ao nos comungarmos
Um no outro nos perdêssemos.
E só queremos o nosso amor
De nossos íntimos a fusão
E só queremos nossas bocas,
Da alma o pecado,
O pecado da nossa imaginação,
Que mais nos solta os desígnios,
O interior que escondemos,
Mais avilta o animal que somos
A carne que nos sentimos.
Dos lençóis do nosso ter
Grita no papel o nosso ser.

de Nito Viana


Poetry by ~zebr
Copyright of the photographer

(E a poesia é assim marcante quando é assim sentida. Como sempre amigo António, a tua poesia deixa a sua marca no palco do café. É bom ver como te tornaste um dos colaborantes mais assiduos com os teus escritos. Aquele abraço de gratidão!)

Publicado por D_Quixote em janeiro 4, 2009 12:44 PM
Comentários

Tenho vindo amiúde ler e apreciar o que neste blog muito bem se diz e escreve em poesia.
Pelo que aqui me foi dado aprender e sentir, reparto convosco o Prémio Dardos.

Vejam em: http://novapangeia.blogspot.com

Um beijinho e Bom Ano

Afixado por: Isabel Branco em janeiro 6, 2009 02:21 AM

Este poema é mau
é péssimo, mas vale a liberdade de se escrever o que se tem na cabeça pois a alma não precisa de levar com uma carrada de rimas enfiadas como quem empurra gente para o metro nas horas de ponta. O POETRY tem coisas muito boas, mas isto é brejeiro

Afixado por: lobo em janeiro 7, 2009 12:20 AM

Snr Lobo,
Toda a crítica é bem vinda, inclusivé a sua "crítica", mas já agora diga-me onde está a rima e metida de enfiada?
E já agora, será que a escrita terá que ser segundo os seu cânones?
E já agora, calhar não se apercebeu que a maneira como foi escrito, foi para ele próprio, o escrito, mostrasse a sofreguidão do acto de amor carnal.
E já agora, que é que tem contra o brejeiro?
E já agora, sabe o que é brejeiro?
E já vi que escrever para si é falar de passarinhos a voltejar no azul do céu.
Moralistas sempre os houve e haverá, porque não haver mais um???

Afixado por: António Viana em janeiro 7, 2009 09:05 AM

Lobo,
fico feliz por ver que tantos anos depois ainda visitas o poetry e vais lendo o que por aqui se escreve.
De igual modo agradeço toda a critica, até aquela que é destrutiva. A poesia nem sempre agrada a toda a gente que a lê. Mas acredito no seu valor e dou-lhe sempre um espaço aqui. Tal como um dia acreditei na tua escrita mesmo quando haviam pessoas que não gostavam dela ou simplesmente discordavam da forma por vezes impetuosa de como tu exprimias as tuas opiniões.
Dei-te sempre espaço e guarida aqui, conforme o faço a muita outra gente com o valor reconhecido que todos os dias me envia poemas.

O Nito não me começou a escrever agora, já me envia poemas há muito tempo e eu gosto sempre das coisas que ele me envia. Se calhar tenho algo de brejeiro em mim, não sei.

Mas se todos pensassem como tu, o que teria sido de Bocage por exemplo, ou do António Aleixo. Enfim... nem quero ir por aí.

Obrigado Nito pelo poema e obrigado Lobo pela critica, apesar de não concordar com ela. Abraço aos dois.

Afixado por: Nuno em janeiro 7, 2009 11:08 AM

O Senhor anda enganado, escrever para mim não é sempre falar de pássarinhos e de ceu azul embora não haja mal nenhum nisso. É legitimo a sua defesa do brejeirismo. brejeiro significa ordinário, o seu poema não tem este sentido, mas por outro lado não lhe encontro expressão. Ainda lhe quero dizer outra coisa se criticar algum poema meu não vou aos arames. Eu vou ter um texto adaptado para teatro, tenho um livro publicado por uma das melhores editoras por isso estou á vontade.

Afixado por: lobo em janeiro 7, 2009 05:04 PM

É passarinhos e não pássarinhos. Veja lá se os actores da peça de teatro não dizem pássarinhos!!Afinal o meu escrito, que poema designou você, é brejeiro ou não? Afinal não sabia o que era brejeiro! Teve que ir ao dicionário. Só assim posso entender perante este súbito recuo!!
Trate-se, pode ser que uma das melhores editoras lhe pague o tratamento.

Afixado por: António Viana em janeiro 7, 2009 11:47 PM

olhe eu sei que se escreve passarinho. não preciso de ir ao dicionario para saber que brejeiro designa vulgaridade, aquilo que o seu poema é. posso me enganar mas não sou um frustrado trate-se você.

Afixado por: lobo em janeiro 11, 2009 03:02 PM

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Afixado por: vcwrrfvy em março 23, 2009 05:55 PM
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