É como se de repente fosse Outono no Inverno.
E de repente a tua mão não fosse a minha.
Tudo de repente
Balões de ar comprimido.
Cheiro de lírios brancos em rosas amarelas.
E gotas de água num país deserto
Como se de repente o mundo me fugisse
E as metáforas
Morressem no poema
Como se as rectas fossem curvilíneas,
Mas finitas.
Paralelas ao infinito do amor
ou desamor.
É como se tudo morresse quando nasce
E como se tudo renascesse além da morte.
Como se a morte fosse de repente
a felicidade
Como se de repente o riso se trocasse.
Pelo canto inaudível das sereias
ou
Pelo tremor das ondas de um mar morto.
É como se o mundo desabasse
E serpenteasse por entre o oco do sentir
Como se o sentir fosse, assim meio de repente
uma constelação inominada
Numa noite chuvosa e sem luar.
Tudo assim, mesmo assim meio de repente!
Como que um poeta a imitar outro poeta.
Que lhe diz, dia após dia,
De repente, não mais que de repente!
de Olívia Santos

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(lindo e triste, como a vida... obrigado Olivia por este poema maravilhoso... mais um dos tantos poemas fantasticos que envias. Beijinhos e obrigado!)
Publicado por D_Quixote em junho 3, 2009 11:27 AMSimplesmente lindo
Afixado por: Hugo em junho 10, 2009 03:00 PMEscreves realmente bem. Quando envias mais poemas? Estu muito interessado na tua escrita.
João
Afixado por: joao em junho 13, 2009 03:30 PMé belíssimo, sem dúvida mas ou há outra olivia santos ou então não sei, mas este poema não é meu...
dizes-me alguma coisa, por favor?