O poeta não conhece limites nem pondera distâncias
Mas voa sobre o abismo, tentando o impossível.
Se deseja, não deseja menos que o absoluto
Se ousa, só sabe ousar o infinito
E se ama, ama o mais alto dos sonhos.
O poeta sem asas habita as sombras e os vales mais fundos
Olha de longe para os sonhos que não se atreve tentar.
Passa noites em branco, rabiscando quimeras
Mas no fim, lascada a última pena das ardidas asas
Regressa ao silêncio áspero de uma página despida.
de Maria José Carvalho

Once a poet . . . by `MYvonne
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(e a tua poesia é como tu, sensivel e complexa. Espero que esteja tudo bem contigo e que continues a escrever coisas assim, tão bonitas.)
Publicado por D_Quixote em junho 24, 2009 12:25 PMque este Poeta tenha sempre asas para fazer voar poemas assim, alados!
forte abraço
Afixado por: Paradoxos em junho 24, 2009 02:34 PMGostei muito. beijinhos
Afixado por: lobo em junho 28, 2009 09:20 PMÉ caso para dizer que nunca lhe faltem folhas despidas e noites sem dormir!
Afixado por: AlmaAzul em julho 7, 2009 11:45 AMexactamente o que sinto...
Afixado por: olivia santos em julho 10, 2009 07:32 PMSim é tudo isso e mais o que as palavras não podem...
Afixado por: Carlos Ramos em agosto 21, 2009 05:44 PM