junho 24, 2009

Díade

O poeta não conhece limites nem pondera distâncias
Mas voa sobre o abismo, tentando o impossível.
Se deseja, não deseja menos que o absoluto
Se ousa, só sabe ousar o infinito
E se ama, ama o mais alto dos sonhos.

O poeta sem asas habita as sombras e os vales mais fundos
Olha de longe para os sonhos que não se atreve tentar.
Passa noites em branco, rabiscando quimeras
Mas no fim, lascada a última pena das ardidas asas
Regressa ao silêncio áspero de uma página despida.

de Maria José Carvalho

Once a poet . . . by `MYvonne
copyright of the photographers

(e a tua poesia é como tu, sensivel e complexa. Espero que esteja tudo bem contigo e que continues a escrever coisas assim, tão bonitas.)

Publicado por D_Quixote em junho 24, 2009 12:25 PM
Comentários

que este Poeta tenha sempre asas para fazer voar poemas assim, alados!

forte abraço

Afixado por: Paradoxos em junho 24, 2009 02:34 PM

Gostei muito. beijinhos

Afixado por: lobo em junho 28, 2009 09:20 PM

É caso para dizer que nunca lhe faltem folhas despidas e noites sem dormir!

Afixado por: AlmaAzul em julho 7, 2009 11:45 AM

exactamente o que sinto...

Afixado por: olivia santos em julho 10, 2009 07:32 PM

Sim é tudo isso e mais o que as palavras não podem...

Afixado por: Carlos Ramos em agosto 21, 2009 05:44 PM
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