Quando a vida me cessar e eu morrer,
Farei da Caravela que me levar
Meu nobre leito de morta sobre o mar.
Catedral eterna, cruz desfeita a arder.
E de mastros erguidos sobre a vida,
Rompendo em trevas este mar de morte,
Hei-de deixar entregue á sua sorte
Meus sonhos abertos em torre esguia!
Virá ela em febre e desalento,
Em galope doido e violento,
Trazendo as minhas asas cansadas.
E hás-de um dia da tua janela,
Ver voltar a minha Caravela.
Olha os meus sonhos: - Velas rasgadas!
de Vanda Veloso

Carabela by ~Anacondo
copyright of the photographers
(Escuro e profundo, como tudo o que tu costumas escrever... Obrigado Vanda por mais um dos teus poemas!)
Publicado por D_Quixote em setembro 17, 2009 12:59 PMQue belo poema antecipando a nostalgia!!
Afixado por: leal maria em setembro 19, 2009 02:14 PM